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Sunday, July 21, 2024

Devemos nos preocupar com nossos adolescentes?


Numa noite tranquila de janeiro, David percebeu os sinais. Seu filho, Ethan, estudante do segundo ano do ensino médio, estava sentado à mesa da cozinha, os olhos grudados na luz da tela do telefone. A luz brilhou em seu rosto, lançando longas sombras que pareciam ecoar as emoções sombrias escondidas sob seu exterior calmo. A preocupação de David se aprofundou quando ele notou a testa franzida de Ethan e o leve tremor de seus dedos enquanto rolavam.

Por toda a América, ocorreram cenas semelhantes, em grande parte despercebidas por aqueles que não foram diretamente afetados. Estava a surgir uma tendência alarmante, conforme relatado pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças, indicando que 57% das raparigas adolescentes dos EUA e 29% dos rapazes adolescentes estavam a lutar com sentimentos generalizados de violência, tristeza e desesperança.

Ethan tornou-se um testemunho vivo desta emergência, sofrendo nas sombras digitais.

O despertar

David, um gestor de projetos de 45 anos, cresceu numa period não dominada por interações on-line, mas por experiências presenciais – algumas duras, mas na sua maioria benignas. Ele permaneceu inconsciente do cyberbullying até notar mudanças sutis em Ethan. Seu filho, antes falante e enérgico, estava se retraindo, seus momentos de alegria desaparecendo à medida que o ano letivo avançava.

O ponto crítico ocorreu uma noite, quando David, tentando manter uma aparência de normalidade, perguntou a Ethan sobre seu dia na escola. Em vez do grunhido recurring ou de um “tudo bem” informal, Ethan respondeu à pergunta com silêncio, seus olhos se enchendo de lágrimas que se recusavam a cair. Foi um pedido silencioso de ajuda que David não pôde mais ignorar.

Determinado a ajudar seu filho, David revisitou a pesquisa do Dr. John Gottman sobre treinamento emocional. Ele percebeu que period hora de mudar de uma atitude desdenhosa – uma resposta comum, mas prejudicial, que minimiza as chamadas emoções negativas – para um estilo parental mais solidário.

Transformação em um treinador emocional

Aprendendo sobre teaching emocional, que se concentra na compreensão e validação dos sentimentos de uma criança antes de envolvê-la na resolução de problemas e no estabelecimento de limites apropriados, David adaptou sua abordagem parental. A well-recognized mesa da cozinha tornou-se o ponto de encontro para verificações emocionais semanais. Essas sessões se concentraram em ouvir, orientar Ethan na solução de problemas e estabelecer limites claros conforme necessário.

Uma noite, durante uma de suas sessões, Ethan confessou algo que abalou David profundamente. Ele estava tendo pensamentos de automutilação, uma fuga desesperada do implacável cyberbullying. Esta revelação foi um eco assustador das estatísticas que agora incluíam o seu filho: quase 1 em cada 3 adolescentes e uma parcela significativa de rapazes como Ethan tinham considerado seriamente o suicídio.

Este foi um momento decisivo. David intensificou seus esforços, estudando psicologia adolescente, desenvolvimento cerebral e dinâmica social para se reconectar com Ethan. As conversas durante o jantar evoluíram para incluir discussões sobre os altos e baixos emocionais de todos, não apenas de Ethan, tornando a vulnerabilidade e o apoio um assunto de família.

Virando a maré

Ao longo dos meses, as mudanças claras tornaram-se evidentes. Ethan começou a se envolver mais com sua família e mostrou sinais de recuperação de suas feridas emocionais. Ele estava rindo mais, seus momentos de escuridão se tornando menos frequentes e menos intensos. O compromisso de David em compreender e validar as emoções de seu filho transformou o relacionamento deles e, mais importante, a visão de Ethan sobre a vida.

A história de Ethan e David, baseada em fatos reais, mas com personagens anônimos, é um microcosmo dos desafios mais amplos que as famílias americanas enfrentam hoje. Sublinha uma verdade dolorosa: os nossos adolescentes estão a navegar numa crise de saúde psychological sem precedentes, alimentada por pressões sociais e pelo ambiente on-line que estamos apenas a começar a compreender.

No entanto, também ilumina um caminho para a resiliência e a recuperação. Através de um envolvimento emocional genuíno e da vontade de aprender e de se adaptar, os pais podem tornar-se aliados poderosos nas lutas pela saúde psychological dos seus filhos.

Na period digital, onde as sombras se escondem atrás de telas brilhantes, a compreensão e a empatia podem ser a luz que guia a nossa juventude. A jornada de David, da ignorância à defesa de direitos, é mais do que uma vitória pessoal; é um toque de clarim para os pais em todos os lugares. A saúde emocional dos nossos filhos exige a nossa atenção e o nosso compromisso pode começar na mesa da nossa cozinha.

Para os pais que se sentem sobrecarregados pelos desafios que os filhos enfrentam, lembrem-se: comecem de forma simples. Verify-ins semanais, diálogos abertos sobre emoções e validação dos sentimentos do seu filho são pequenos passos que podem levar a mudanças profundas. Comece dedicando tempo todas as semanas para falar abertamente sobre sentimentos e experiências e use recursos como os produtos Emotion Teaching do Dr. John Gottman ou Gottman Parenting Teen para orientar suas interações. Seu papel como treinador emocional pode ser o mais importante que você já desempenhou.



Caixa de fatos: Crise de saúde psychological de adolescentes

Conselho do Cirurgião Geral: Em 23 de maio de 2023, o Cirurgião Geral dos EUA, Dr. Vivek Murthy, emitiu um consultivo destacando o impacto prejudicial das mídias sociais na saúde psychological da juventude americana. O comunicado observa que o bullying nas plataformas de redes sociais atingiu proporções epidêmicas.

Relatório do CDC: Em 2023, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças relataram estatísticas alarmantes de saúde psychological entre adolescentes norte-americanos:

Meninas adolescentes: 57% estão enfrentando altos níveis de violência, tristeza e desesperança, aumentando significativamente o risco de suicídio.

Quase 1 em 3 (30%) meninas adolescentes consideraram seriamente tentar o suicídio, marcando um aumento de 60% em relação a uma década atrás.

1 em 5 (20%) sofreram violência sexual no ano passado, um aumento de 20% desde 2017.

Mais de 1 em 10 (14%) foram forçados a fazer sexo, um aumento de 27% desde 2019.

Meninos adolescentes: 29% relataram extrema tristeza e desesperança, notando um aumento preocupante em relação às estatísticas que datam de 2011.

Adolescentes LGBTQ+: Continuar a enfrentar níveis extremamente elevados de violência e desafios de saúde psychological, ultrapassando outros grupos demográficos.

Implicações para os pais:

Os dados do Cirurgião Geral dos EUA e do CDC ilustram uma epidemia crescente de problemas de saúde psychological entre adolescentes americanos. Os pais são incentivados a tornarem-se “treinadores emocionais”, ajudando os adolescentes a navegar nas suas paisagens emocionais de forma mais eficaz. Isto envolve afastar-se das normas culturais que rejeitam as emoções e adotar uma abordagem mais empática e compreensiva à parentalidade.

Ações recomendadas para pais:

Participe de verificações emocionais regulares com adolescentes.

Faça da hora do jantar em família uma rotina diária, onde cada membro compartilha suas experiências emocionais do dia.

Discuta e discover as emoções abertamente para promover um ambiente de apoio que estimule o crescimento emocional e a resiliência.

Compreendendo os adolescentes:

Adolescência é caracterizada por maior intensidade emocional e rápidas mudanças de humor.

Desenvolvimento saudável do adolescente a saúde psychological envolve explorar a identidade, os relacionamentos e os limites emocionais.

Ao compreender estes factos e implementar estratégias de apoio, os pais podem mitigar significativamente os riscos de saúde psychological enfrentados pelos seus filhos adolescentes.

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